
apenas os sóbrios
Entendam
O que os bêbados poetizam,
E ainda assim
desconhecem.
Afim de deixar ser transparente as sensações únicas e individuais, dos dias que compõe a vida, como num diário...



Nunca vi olho tão marejado.
É o sol
sob nossos ombros,
sob as folhas,
sob as esquinas falantes,
sob os ladrilhos já escondidos pelo asfalto.
Nunca vi olho tão marejado.
Muitos dizem
Que isso é besteira, que é mentira
Que o sol
Nos olha é furioso.
Ora qual!
Vá lá na praça do relógio,
Lugar onde o tempo parou,
Vá a qualquer hora,
E me diga...
Há olho mais marejado?